Consumo de energia cai e produção eólica aumenta
- 10 de out. de 2016
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Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 4 de outubro indicam queda de 6,2% na geração e 6,3% no consumo de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2015. Ao passo que houve substacial aumento de geração de energia eólica [direcionada a consmidores livres especiais, com demandas contratadas junto a concessionária local entre 500 kW e 3.000 kW], segundo edição do boletim da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.
O montante de energia gerada nos quatro primeiros dias de outubro somou aumento de 88% de geração eólica, com a entrega de 4.977 MW médios. A geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, alcançou 38.446 MW médios, queda de 8,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A representatividade da fonte foi de 66,9% sobre toda energia gerada no país, índice 1,4 ponto percentual inferior ao registrado no ano passado. Os dados preliminares também indicam queda de 16,4% na produção das usinas térmicas, alavancado pela menor produção das usinas bicombustível (-81,4%), a óleo (-67,7%) e a gás (-23,1%).

A análise aponta que o consumo de energia no SIN alcançou 55.181 MW médios com queda de 9,5% no mercado cativo – ACR, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, reflexo da migração de clientes cativos para o mercado livre - ACL. Mesmo sem esse impacto, a queda seria de 5,9%. Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, foi registrado aumento de 3,9% no consumo que, excluindo o registro de novas cargas vindas do mercado cativo, apresentaria queda de 7,3%.
Dentre os ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, os maiores índices de consumo foram os registrados nos setores de comércio (+54%), serviços (+32,1%) e telecomunicações (+26,4%). O crescimento destes segmentos está vinculado à migração dos consumidores para o mercado livre. Houve queda no consumo entre os setores de extração de minerais metálicos (-22%) e químico (-2,2%). Expurgando os efeitos de migração, observa-se que apenas os segmentos de madeira, papel e celulose, transporte e metalurgia e produtos de metais registraram aumento no consumo no período.























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